28 de dez de 2013

Caos!

Caro amigo...


Hoje à tarde fui ao supermercado com meu pai, e ouvi falar em "caos na saúde pública". Aconteceu na fila do caixa. Papai estava conversando com um amigo que também esperava sua vez e eu encarando um bebê da fila ao lado, no colo da mãe. Ele tinha um cabeção. E então o amigo do papai disse: 

- Eu acho um absurdo esse caos na saúde pública. Vemos na televisão pessoas jogadas nos corredores, com atendimento precário, em instalações péssimas. 
Meu pai balançou a cabeça concordando, e acrescentou:
- E parece que o governo fecha os olhos para tudo isso!
Aí eu lembrei do noticiário do meio-dia. A repórter conversou com uma senhora, que estava acompanhando o filho no hospital. Ele estava com muita febre, e estava ali há algumas horas sem nenhum atendimento. Também filmaram algumas outras pessoas, em estados piores, nos corredores do mesmo hospital. As únicas vezes que ouvi a palavra "caos" foi quando derrubei um pote de biscoitos no chão da cozinha, quando deixei o Elvis (nosso pastor alemão) entrar sujo de terra no meu quarto, quando eu e meu amigo Tiago derrubamos algumas taças de cristais na sala de estar e quando eu deixei de arrumar meu quarto por um mês. Em todas essas vezes minha mãe disse: "Eduardo, que caos!", porém nunca relacionada à saúde pública. Mas voltando à fila do supermercado.
- Por que parece que o governo fecha os olhos pra tudo isso, pai? - eu perguntei.
Percebi que o amigo do papai ficou surpreso no meu interesse. É duro ser uma criança esperta e interessada em assuntos de adultos, meu amigo. E ainda por cima, uma criança bonita e simpática. E esperta. E bonita. E simpática.
- Porque eles não investem o que deviam, Dudu. - meu pai respondeu.
- E se eles não têm esse dinheiro, pai?
- Eles têm, querido, eles têm.
Então, meu amigo, eu lhe faço essa pergunta: se eles têm esse dinheiro, por que eles não dão um pouco para melhorar os hospitais para que possam ajudar o menino com febre, e todas as outras pessoas? Se eu pudesse, conversava com a tal da Dilma, que me lembra a Vilma, mulher do Fred Flintstone, que me lembra a Velma, do Scooby Doo, e mandava ela deixar de ser mão de vaca. Se eu fosse presidente deste país, eu daria muito dinheiro pros hospitais! Porque afinal, pessoas doentes são pessoas tristes, e governar um país com pessoas tristes é triste. Né? 


Um abraço do Eduardo!

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